sábado, 20 de fevereiro de 2010

MORRER-SE


A MORTE castra...
A MORTE finda...
A MORTE talha...

MORRE-SE a Infância...
Morreu o Álbum de Figurinhas que se preencheu
Morreram, ao fim do ano, a Escola e os amigos da Escola
Morreu o gol marcado no campinho da praça

A MORTE castra...

MORRE-SE a Adolescência...
Morreram os ídolos que ficaram velhos
Morreu, nos segundos que antecedem a união dos lábios, a sensação do primeiro beijo
Morreu a ilusão de Rock Star

A MORTE finda...

MORRE-SE a Maturidade...
Morreu o prazer após o orgasmo
Morreu o Fim de Semana no fim do Domingo
Morreu o Sonho ao acorda-se o dia

A MORTE talha...

Mas MORRER-SE é a possibilidade de renascimento de jeitos outros possíveis
MORRER-SE é enlutar-se para o Novo de Amanhã
MORRER-SE é o Vórtice Infinito de VIVER o Cotidiano, não apenas sobreviver a ele.

PS.: Se existe um Paraíso dos Homens, deve existir um Paraíso dos Cães... Que o “BOLINHA” divirta-se nele!!!