domingo, 27 de setembro de 2009

COM-MEMORAÇÃO: EXPERIÊNCIA HUMANIZADORA NUMA FESTA DE FAMÍLIA

Ontem estive presente a uma Festa de Família – as Bodas de Prata de meus primos Luizinho & Solange – da parte SORIANO de meu sobrenome.

Experiência interessante: Bodas de Prata em pleno Mundo Contemporâneo.
Lembro-me do discurso meio sem jeito de meu primo ao final da cerimônia religiosa... “É difícil... Os valores mudaram bastante...”. Fato incontestável que, pareceu-me, não abalou o entrecruzar de olhares ao proferirem, o casal, o quanto a cumplicidade ainda existia.
Um sentimento bom foi sentido e ficado em mim.

Experiência interessante: SORIANO é a parte paterna de meu sobrenome.
Meu pai, Sr. Dércio, se foi a pouco mais de sete anos. Quando me encontro com o espelho, reconheço a insistência de sobreviver em mim o mesmo tipo de sorriso, algumas mesmas rugas no canto dos olhos... Sinais de um tempo que passa, mesmo que eu não perceba a passagem do tempo...
Penso num certo jargão psicanalítico – aquele da Morte do Pai -, e, mesmo reconhecendo-o necessário para o amadurecimento do Sujeito, me questiono se é possível, ou melhor, se é tranquilo. Às vezes, se dá como se eu mesmo não desejasse tal Morte. Às vezes, sinto profundamente a cobrança – que nunca foi feita – de me igualar a meu pai, talvez no intuito de superá-lo de alguma forma... Resquícios de uma Análise – A MINHA.
Um sentimento de saudade e de conflito foi sentido e ficado em mim.

Experiência interessante: Sou um verdadeiro “Estrangeiro” em minha parte SORIANO da Família.
Intimamente sinto falta, muita falta deste “pertencer” carregado de Família. Uma coisa meio Tribal, meio Totêmica, meio “coisa de sangue”. SORIANO, meu sobrenome paterno, o que carrega o gene do Macho/Masculino – segundo meu tio Candido “Corinthiano” Soriano, já velhinho, senil, mas com a mesma voz forte que me trazia o “pertencer”: “SORIANO que é SORIANO tem o famoso dedinho torto no pé”.
Tia Luiza fez a parte de tradução para este Estrangeiro – explicando minuciosamente quem era este, quem era aquele, quem era aquela... Todos SORIANOS.
Como Turista, fiz questão de registrar algumas fotos com primas e primos... Sangue do mesmo sangue que corre em minhas veias... Todos acredito, com o famoso “dedinho torto no pé”.
Um sentimento de íntimo acolhimento pertencente foi sentido e ficado em mim.

Experiência interessante: Raros Momentos fugazes em que, parece, algo se resolve e se tranquiliza em mim.